Estância, 29 de Julho de 2014
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31 Out 2013 (188 leituras)

ACONTECE OFICINA SOBRE RECUPERAÇÃO DAS MATAS CILIARES DO RIO BIRIBA E RIACHO CAPIVARA

A Prefeitura Municipal de Estância, através da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente, realiza Oficina sobre Recuperação das Matas Ciliares dos Rios Biriba e Capivara em Estância. A Oficina foi realizada na UNIT, ontem, 30/10, e teve início às 9:00hs e teve como palestrantes, Thiago Roberto Vieira (Engenheiro Florestal), Elísio Marinho dos Santos Neto (Engenheiro Florestal e Coordenador da SEMARH) e Maili Lantyer - todos funcionários da SEMARH.

O Diretor de Departamento de Meio Ambiente, Roberto de Andrade Souza, fez a abertura da oficina com uma demonstração através de slides, onde fez demostração de onde ficam situadas as nascentes dos Rios que se convertem na captação de água para a cidade - o ponto de captação de água na Biriba e o Riacho Capivara. São sete nascentes, mas, segundo Roberto existe uma degradação muito grande no local. Houve uma explanação, também, sobre o complexo do Bairro Cidade Nova, Conjunto Santo Antônio, Conjunto Paulo Amaral e Valadares, onde existem sérios problemas na captação - no verão anterior houve racionamento de água e foram utilizados carros pipas para abastecer o complexo.

O Bairro Cidade Nova tem suas estações de água independente e um dos pontos críticos de abastecimento é o Conjunto Santo Antônio e fomos informados que a Prefeitura está fazendo um levantamento para ver a possibilidade de fazer um poço artesiano para auxiliar no abastecimento daquela área. O Conjunto Valadares tem aproximadamente 500 residências e tem uma das caixas d'água abastecida pelo SAAE.

Existe uma preocupação por parte do Departamento de Meio Ambiente com a chegada do verão. O Diretor Roberto Andrade disse que: "Conviver com o abastecimento de carros pipas é andar na contramão, por falta de políticas de planejamento, por isso precisamos trabalhar a oficina do projeto de recuperação das matas ciliares dos nossos rios, para assim, preservá-los e melhorar o nosso abastecimento. A captação de água do Rio Piauitinga, por exemplo, fica dentro de uma área urbana, onde descem esgotos domésticos".

O Riacho Capivara é um afluente do Rio Piauitinga que é o maior índice de degradação existente na região. Durante um espaço de 30 anos o Rio Piauitinga perdeu 24% do seu volume de água. Na ocasião foi feita uma demonstração de um gráfico, que aponta os seguintes indices: O rio abastece 50% do entorno urbano da cidade - já 25% é da Cidade Nova e é abastecida pelo rio Biriba II, 12% é área abastecida pela DESO; 10% é feito aleatoriamente; 3% não tem água encanada de forma alguma.

Segundo o Diretor de Departamento de Meio Ambiente, Roberto Andrade, o município não tem recursos para fazer essas melhorias. "Estamos passando por um momento difícil no município de Estância. Tem mais de vinte anos sem planejamento na área de abastecimento de água. O sistema de captação de água da cidade está ultrapassado, e na época, foi projetado para uma quantidade de 20 mil habitantes e é preciso fazer novos investimentos, principalmente na área de preservação. Estância cresce em ritmo acelerado e daqui a 10 anos teremos mais ou menos uma estimativa de noventa mil habitantes". Disse Roberto.

Os responsáveis pelo projeto de recuperação das matas ciliares no estado trabalham para recuperar e conseguir uma melhor qualidade de água para as cidades de Sergipe e existem vários projetos, entre eles, "Adote um Manacial"; "Recuperação de Nascentes", "Recuperação das Matas Ciliares"... Na gestão passada foi dado início no Projeto "Adote um Manancial", que é um projeto financiado pela Secretaria de Meio Ambiente do estado (SEMARH) e tem parceiros como: UFS, Ministério Público e a sociedade SEMEAR que é quem executa esse projeto desde 2005. Esse projeto beneficia toda região centro-sul do estado.

O promotor de justiça Doutor Antônio César Leite de Carvalho foi quem deu início a esse projeto dentro da cidade, sozinho, através de dinheiro de multas e depois a SEMARH vendo que o projeto tinha tudo a ver com o governo, assumiu essa responsabilidade. Em 2007 a SEMARH decidiu abordar um valor de R$ 540.000,00 para dar suporte a esse trabalho, que antes era do Ministério Público e que depois passou a ser, também, do estado. A nível estadual foi feita reuniões com todos os prefeitos na época - cada prefeito decidiu no momento ajudar o projeto (cada um contribuindo com uma determinada quantia); além da contribuição financeira, a participação - cada prefeitura disponibilizou dois técnicos para apoiar a SEMARH e o SEMEAR (ONG).

 Foram plantadas na gestão passada mais de 12 mil mudas (de Boquim a Estância) e dessas mudas, segundo os engenheiros houve 70% de sobrevivência. Foram relacionadas 120 nascentes: preservada, degredada, mais ou menos degredadas, para caracterizar a necessidade de qual ação seria aplicada na região. Foi feito, também, um diagnóstico do riacho da Biriba e Capivara com todos os municípios e a equipe SEMEAR. No primeiro momento o projeto passou por situação difícil, por não terem acoplado a esse projeto, aparte de Educação Ambiental e isso foi um resultado muito negativo ao projeto, principalmente na cidade de Lagarto.

"Em 2009 quando foi apresentado um projeto novo em Estância, resolvemos inserir educação ambiental - na época levamos os técnicos a 20 nascentes e que hoje se encontram em processo de recuperação. Aqui em Estância foram plantadas aproximadamente 3.000 mil mudas florestais e em 2011 fizemos uma pausa".

O Engenheiro ambiental Elísio Marinho, disse que "não adianta fazer educação ambiental por conta própria. O sucesso só é garantido quando há parceria com os prefeitos. Aqui em Estância tivemos alguns problemas com relação a Educação Ambiental, na gestão passada e tivemos que dar uma parada. Retornamos na atual gestão e tivemos que fazer novas negociações para poder financiar o projeto na parte de Educação Ambiental. Foi feita a manutenção das áreas plantadas em 2009 - ano passado plantadas cerca de 1800 mudas. Mas durante essa parada, houve a mortalidade de algumas mudas e os proprietários muitas vezes não contribui, além do período critico de estiagem. O intuito é trabalhar a comunidade para conseguir a recuperação e o envolvimento dos mesmos".

Foi realizado na primeira etapa do projeto um Fórum, Conferência do Meio Ambiente, Dia da Água e a manutenção trimestral para ajudar na sobrevivência dessas árvores e conhecer melhor as espécies. O objetivo específico é identificar todos os proprietários com informações básicas.

Perguntamos ao engenheiro florestal Elísio Marinho sobre os resultados positivos do trabalho de Educação Ambiental que já foi feito - se houve algum resultado positivo? Ele nos disse que o resultado foi positivo, pois já foi uma grande vitória convencer os proprietários de terras a comparecer às reuniões e contribuírem com o projeto e além do mais, adquirir parceria com o Ministério Público.

Para os proprietários de terras de Estância que tiverem suas mudas danificadas e quiserem replantá-las, a equipe deixou os seguintes endereços eletrônicos e telefones para contato: elisio.santosneto@semarh.se.gov.br, fone ((079) 8846-6133; thiagoroberto.vieira@semarh.se.gov.br, fone (079) 8846-6134; mailantyer@mail.com, fone (079) 8801-7836.

Estiveram presentes na oficina, os Engenheiros Florestal Thiago Roberto Soares, Elísio Marinho dos Santos Neto, a Coordenadora Maili Lantyer; o Diretor de Departamento Roberto deAndrade, Professor Palomares, a Senhor Ilka Falcão; o senhor Elzenral França; o senhor César Franco; a senhora Márcia (Biológa do Departamento de Meio Ambiente de Estância); funcionários da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente; SECOM de Estância e vários outros representantes de Associações e entidades.

Fonte: SECOM/Prefeitura de Estância

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