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Prefeitura Municipal de Estância

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Audiência Pública discute valor histórico do Abrigo Belverde localizado na Praça Barão do Rio Branco

Fonte: SECOM
20/10/2018 às 18h54

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A Prefeitura de Estância por intermédio da Secretaria Municipal da Cultura e Turismo, promoveu na tarde da sexta-feira, 19, no Auditório da Secretária Municipal da Educação (antiga Escola do Comércio), Audiência Pública para uma reflexão sobre o valor histórico do Abrigo “Belverde”, localizado na Praça Barrão do Rio Branco.

A Audiência pública ocorreu em atenção ao Ministério Público Estadual que em 2014 recebeu uma ação solicitando o tombamento do prédio do Abrigo. Nesta solicitação, o órgão estadual recomendou que o município realizasse com a população audiências públicas a cerca do valor histórico do Abrigo.

Para auxiliar os presentes na reflexão sobre o tema, o historiador Fernando Valério proferiu palestra abordando os conceitos de Identidade Cultural, Memória e Pertencimento.

Outro aspecto importante abordado pelo historiador foi o valor histórico do patrimônio arquitetônico da cidade no contexto cultural. Explicando como surgiu os casarios coloniais, a sua história no contexto social da cidade e como adquiriram ao longo dos anos valor histórico e identidade com o espaço urbano que está inserido.

Na palestra Valério lembrou que em muitas cidades os abrigos foram construídos em uma área central, onde ocorriam no mesmo entorno social a religiosidade com a presença da Igreja, o político com a sede do Paço Municipal e o social com os Abrigos nas praças. Nesse contexto Estância não fugiu à regra tendo em vista que está situado em frente a Catedral Diocesana e ao lado da sede do poder executivo municipal. O historiador ressaltou que o Abrigo foi construído no ano de 1951, pelo comerciante João Tito de Souza. E que ao longo dos seus 67 anos de existência o Prédio por um tempo serviu de ponto de encontro para interações sociais, formadores de opiniões, apresentação artísticas e como ponto de encontro da classe operária. Mas que devido ao surgimento de outros espaços urbanos em função do crescimento da cidade o Abrigo perdeu sua função inicial, no novo contexto social o valor histórico, tendo em vista que nos dias atuais o espaço deixou de ser usado na função embrionária, e hoje o espaço esteja sendo utilizado pelas artesãs do município como ponto de comercialização de seus artesanatos.

Finalizando, Valério fez uma relação do prédio do Abrigo com o conjunto arquitetônico que representa a identidade cultural da cidade Jardim de Sergipe, que foi construída no período colonial ou durante as primeiras décadas do século XX , e que apesar do valor que o Abrigo tem no espaço urbano, o prédio não faz relação com os demais conjunto arquitetônico.

Após a apresentação de Valério foi franqueada a palavra aos presentes para expor seus pontos de vista e esclarecer dúvidas.

A artesã Rita da Silva ao fazer uso da palavra ressaltou que há mais de 14 anos utiliza o Abrigo como ponto de comercialização de seu artesanato, e que o espaço se tornou um dos mais importantes espaço para comercialização do artesanato estanciano.

O Secretário municipal da Cultura e Turismo Manoel Messias, esclareceu que o objetivo da audiência pública era refletir sobre o valor histórico do Abrigo, chamando a atenção que é desejo do poder público Municpal que a cidade tenha um local adequado para a comercialização do seu artesanato seja no espaço da Praça ou em outro local.

O jovem estudante Robert da Escola Municipal Júlio César Leite chamou a atenção que muitos prédios históricos estão necessitando de uma manutenção afim de preservar a história da cidade. Questionando de quem é a responsabilidade pela revitalização e preservação dos casarios de Estância.

O Poeta Wilton Santos levantou uma reflexão sobre a presença do abrigo na Praça, e questionou aos presentes se na percepção deles o Prédio possuiu elementos para ser tombado como patrimônio da cidade, e chamou a atenção para a relação sentimental das artesãs com o espaço público.

Já o membro do Conselho Municipal de Cultura Everton Santana chamou a atenção para a discussão travada durante a audiência pública em relação ao valor histórico e arquitectónico do Abrigo. E que no seu entendimento diante do que foi debatido o prédio não possuiu os requisitos para se enquadrar como um Patrimônio da cidade, e que na sua percepção o Abrigo destoa de toda o acervo arquitetônico da cidade.

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