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CAPS I promove III Seminário de Saúde Mental

Fonte: SECOM
29/05/2019 às 12h34

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“Vejo o Caps como a minha segunda casa. Desde a primeira vez que passei a frequentar, participo de todas as atividades porque lá me sinto muito feliz. Esse evento de hoje é importante para que saibam que as pessoas que tem transtorno mental podem viver normalmente, e também possuem talentos. Eu mesmo, gosto muito de cantar”, disse o usuário do Centro de Atenção Psicossocial Carmem Prado Leite (CAPS I), Luís Henrique Santos Mota.

Manoel Messias de Andrade, um dos usuários mais antigos do CAPS I, destacou que gosta de todas as atividades que acontecem dentro e fora do Caps, e que as palestras que ouviu no dia de hoje incentivam diminuir o preconceito, assim como esclarece dúvidas aproximando a população dos problemas cotidianos que a pessoa com transtorno mental enfrenta. “Muitas vezes a gente precisa simplesmente de uma palavra de conforto, afinal, somos iguais a qualquer pessoa comum com momentos altos e baixos. Agradeço ao Caps por realizar esse evento de hoje”, disse.

“Há alguns anos minha irmã tem o acompanhamento do Caps, e desde então tem sido algo muito positivo. Com o acolhimento dos profissionais do centro, ela tem evoluído bastante, por isso, participo de todas as atividades promovidas para ficar por dentro do que está acontecendo, e acima de tudo, estar socializando ela, porque não quero nem imaginar minha irmã internada num hospital, isolada e longe da família”, afirmou Mércia Regina Lima.

Os depoimentos acima são de uma familiar, e usuários do CAPS I, que nesta quarta-feira, 29, por intermédio da Secretaria da Saúde, promoveu o III Seminário de Saúde Mental do CAPS I, em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, que teve como tema ‘A Luta Antimanicomial: História e Desafios Atuais’. Realizado no auditório da Universidade Tiradentes (Campus-Estância), o evento contou com a participação de profissionais da Rede de Atenção Psicossocial do município e de estudantes da área da Saúde da Unit.

Abrindo a programação, teve a apresentação do coral da instituição, composto por usuários do serviço. Em seguida, a palestra ‘Histórico da luta Antimanicomial’, exposta pela Terapeuta Ocupacional, Leila Calumby, que abordou a realidade em tempos passados, quando as pessoas com transtorno mental eram indesejadas na sociedade, e escondidas pelos muros de manicômios eram excluídas apenas esperando a morte. Depois, a coordenadora Estadual da Rede de Atenção Psicossocial, Renata Roriz, e a Técnica de referência em saúde mental do município, Suely Matos Santos Neves, apresentaram a palestra ‘O cuidar em liberdade na rede de atenção à saúde’, evidenciando a necessidade do usuário receber cuidado e tratamento.

“É necessário o combate à ideia de que o paciente da saúde mental deve ser isolado da sociedade, afinal, esse cidadão possui o direito de viver em sociedade e ter acesso ao cuidado e tratamento com serviços humanizados. Não adianta encher o paciente de medicação e não incluí-los em terapias ocupacionais, que inclusive, dispomos, no Caps I. Assim, neste evento, por meio de palestras destacamos a importância de nos unirmos para termos uma sociedade livre de estigmas e com mais inclusão social”, destacou o secretário municipal da Saúde, Jorgevaldo Ramos.

Aproximadamente 400 munícipes são atendidos pelo CAPS Carmem Prado Leite, que dispõe do serviço portas abertas, ou seja, através do acolhimento dos usuários que chegam espontaneamente. A unidade conta com uma equipe multidisciplinar composta por médica, enfermeira, técnicos de enfermagem, psicólogas, assistente social, oficineiras e educador físico. Localizado na Rua Camerino, s/n – Centro, o CAPS Carmem Prado Leite funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 14h.

Celebrado em 18 de maio, o Dia Nacional da Luta Antimanicomial remete ao II Congresso Nacional de Trabalhadores da Saúde Mental, ocorrido em 1987, na cidade de Bauru-SP, que reuniu mais de 350 trabalhadores na área de saúde mental. Durante esse evento foi realizado primeiro manifesto público a favor da extinção dos manicômios. Assim, naquela manifestação, nasceu o Movimento Antimanicomial.

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