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Prefeitura Municipal de Estância

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CMPM, CREAM e DAGV de Estância realizam roda de conversa de articulação da rede de atendimento à mulher

Fonte: SECOM
17/06/2019 às 22h40

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Com o objetivo de sensibilizar a rede de atendimento à mulher para o devido acolhimento de vítimas de violência sexual, discutindo procedimentos, encaminhamentos e notificações dos casos ocorridos na região, a Prefeitura de Estância, através da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para a Mulher, CMPM, e o Centro Regional Especializado de Atendimento à Mulher, CREAM, em parceria com a Delegacia de Grupos Vulneráveis, DAGV, realizou na manhã desta segunda,17, uma roda de conversa de articulação da rede de atendimento à mulher que teve como público alvo profissionais da saúde,assitência social, educação, judiciário, segurança pública, conselheiros de direito e conselheiros tutelares da região centro sul de Sergipe.

Maria Guadalupe Batista, coordenadora do CREAM, agradeceu a presença de todos ao evento e enfatizou a importância desse tipo de discussão. "Observamos que o período junino no nordeste é um espaço propício para o fortalecimento da nossa cultura popular, contudo, o ambiente festivo se configura também como espaço de prevalência de relações de poder baseados no machismo estrutural que corrobora com o aumento dos casos de violência contra as mulheres, e é justamente este o nosso trabalho, proteger as mulheres e colaborar para a diminuição desses números que são alarmantes, como aponta o mapa da violência que identificou em 2018 mais de 68 mil casos em todo o país".

Marcos Mota, presidente da OAB seccional sul, parabernizou a iniciativa da Prefeitura em parceria com a DEAGV e os demais órgãos que fazem a rede de proteção à mulher. Segundo Marcos, discussões que enfatizam o caráter educativo da lei Maria da Penha devem ser sempre incentivadas. "As discussões sobre violência contra as mulheres não podem ficar restritas ao mês de março, ao 8 de março. É importante que essa discussão seja diuturna, que não cesse para que a gente possa criar uma nova consciência coletiva e reduzir os índices de violência contra a mulher em Estância e na região que são altíssimos", disse.

Danielle Souto, secretária da Assistência Social de Estância, enfatizou que a roda de conversa servirá para que a população possa saber qual a responsabilidade de cada órgão e para que possam ser traçadas metas para a diminuição dos números das ocorrência registradas na região. "Diante dos números que acontecem aqui em Estância, no que se refere a violência doméstica, é uma iniciativa ímpar, onde poderemos discutir o que cada órgão está fazendo para combater essa violência, juntando a delegacia, a gestão, a Polícia, a Guarda Municipal e as demais forças que se somam nessa luta em uma discussão onde vamos esplanar o que está sendo feito para que possamos reduzir essa violência", afirmou a secretária.

A delegada Gisele Teodoro, responsável pela DAGV, enfatizou que o foco principal do encontro foi a prevenção da violência sexual no período junino. Para a deleghada, a mulher não pode ser culpabilizada por usar uma roupa curta ou ingerir bebida alcoólica

"Infelizmente a sociedade ainda é um pouco machista e a mulher acaba sendo culpabilizada, seja por ela está utilizando uma roupa curta, por está com uma roupa justa ou por injerir uma bebida alcoolica, e os homens se acham no direito de ultrapassarem a linha da esfera volitiva, por isso, estamos aqui para discutir e previnir que abusos sejam comitidos contra a figura da mulher que tem a livre vontade sobre seu corpo e o direito de escolher com quem ela vai ficar ou deixar de ficar. Não é porque as vezes ela bebeu de mais ou está com uma roupa mais curta que ela está dando direito de alguem invadir a sua história de liberdade", afirmou.

A roda de conversa foi mediada pela Delegada Dra Gisele Theodoro, da DEAGV; Dra Georlize Teles, Secretária da Defesa Social e Cidadania; Adriana Teixeira, Coordenadora da Vigilância Sanitara de Estância; Dr Marcos Mota, presidente da OAB seccional Sul, Daniele Muller, Secretária da Assistência Social e Maria Guadalupe, coordenadora do CREAM.

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