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Prefeitura Municipal de Estância

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Com exposição de trabalhos mais uma atividade do curso Educação Popular em Saúde é realizada

Fonte: SECOM
25/05/2018 às 19h24

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Nesta sexta-feira, 25, mais uma atividade do curso de Educação Popular em Saúde (EdPopSus), uma parceria entre o Ministério da Saúde (MS) via Escola Politécnica Joaquim Venâncio vinculada a Fundação oswaldo Cruz (FioCruz), Secretaria de Estado da Saúde e Prefeitura de Estância, por intermédio da Secretaria Municipal da Saúde. O trabalho visa melhorar o atendimento à população por meio da valorização dos saberes populares. A capacitação foi voltada aos profissionais da saúde (agentes de saúde e de endemias) tanto de Estância como da cidade de Arauá, o que representou 70% do total de participantes. Os demais 30% foi formado por representantes de movimentos populares, dentre eles, as comunidades quilombolas e da Pastoral da Criança.

As aulas foram realizadas na Universidade Tiradentes, Campus-Estância, ministradas por educadores populares da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e, em seu encerramento, sob forma de mandala, foram colocados, no centro da sala de aula, alguns trabalhos produzidos pelos participantes da capacitação, com a exposição de uma variedade de peças que exaltam a cultura nordestina. O educador popular Renê Moura, explicou que, no curso, foram apresentadas a Política Nacional da Educação Popular de Saúde, vinculada à Política Nacional das Práticas Integrativas e Complementares, e a Política Nacional das Plantas Medicinais e Fitoterápicas, que são as bases e trazem histórico do Sistema Único de Saúde (SUS) apontando os caminhos para utilizar essas políticas nas comunidades e unidades e saúde.

“A política da educação popular traz outras formas do fazer saúde, diferentes do modelo biomédico. Assim, fazemos o resgate dos conhecimentos populares das ervas medicinais, sobre exercícios, horários e tipos de alimentação para cada adoecimento, por exemplo. E, com esse conhecimento popular, há um empoderamento tanto do profissional da saúde como da população, que passa adotar um modelo de saúde que não é novo, mas que produz qualidade de vida”, considerou o educador popular Renê Moura.

“Lançado em parceria com a Fiocruz, essa capacitação teve como objetivo contribuir com a implantação da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde, promovendo a qualificação da prática educativa de profissionais e lideranças comunitárias que atuam em territórios com cobertura da Atenção Básica, do Sistema Único de Saúde. Esse curso interfere diretamente no estímulo dos profissionais, pois o que eles aprendem levam às comunidades onde trabalham e isso vai refletir na diminuição das doenças, ou seja, eles passarão mais a prevenir do que a tratar”, considerou a coordenadora de Educação Permanente da SMS, Jéssica Souza.

Com a tarefa de orientar e acompanhar as famílias em ações básicas de saúde, a Pastoral da Criança teve representação no curso com a participação de Gleice Klessia Leite. Ela disse que o que aprendeu será instrumento para a promoção do bem viver das crianças, gestantes e famílias das comunidades. “Verificada a realidade das famílias, vamos inserir novas alternativas buscando o bem-estar e a qualidade de vida delas aliado às ervas medicinais”, disse.

Incentivada pelo que aprendeu nas aulas, a agente comunitária de saúde Maria Aparecida Nascimento aprovou a experiência e enfatizou a importância da troca de saberes como uma experiência enriquecedora na capacitação. “O que aprendi nesse curso vou levar à comunidade onde trabalho, principalmente para orientá-los quanto ao desperdício, pois, muitos deles, têm ervas medicinais em seus quintais e não sabem utilizá-las. Além disso, eles precisam saber, reconhecer e valorizar as suas crenças, tais como o uso de ervas aprendido com seus os avós. Também estamos com a ideia de plantar, no terreno do posto de saúde, uma hortinha para ajudar a comunidade”, disse.

Quem também aprovou o curso foi a representante da Comunidade Quilombola do Porto D´Areia, Luciene dos Santos. “Foi uma experiência excelente participar deste curso, pois, por meio do trabalho de campo nos aproximamos mais da comunidade, descobrimos mais rezadeiras na comunidade, assim como ervas até então desconhecidas. Igualmente, construímos hortas com ervas medicinais com a mobilização da comunidade”, disse ela.

O curso terá sua culminância no dia 8 de junho com a mostra do curso de Educação Popular em Saúde (EdPopSus) com os onze municípios envolvidos.

Saiba mais sobre o projeto: http://www.edpopsus.epsjv.fiocruz.br/

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